Um gesto tão simples. Tão singelo, tão comum. Às vezes escasso, às vezes frequente. E que através dele somos capazes de expressar cada sentimento. Cada palavra que muitas vezes não conseguimos dizer. Cada pensamento.
Eu não sou uma pessoa que abraça muito. Não saio simplesmente abraçando qualquer pessoa. É preciso primeiro conquistar a minha amizade e a minha confiança pra depois receber um abraço meu. Mas quando eu abraço, abraço de verdade. Seja nos abraços apertados e esmagadores que eu sempre ganho de meu pai, irmão, tios e primos e avó, aos mais contidos - esses reservados às pessoas normais do mundo (e que me achariam maluca se eu os esmagasse). Eu sempre achei que o abraço é uma troca não só de carinho, mas de compreensão e cumplicidade. Porém sempre tive mais afeição ao abraço apertado. Sempre fui da opinião que sentimento bom a gente tem mais é que demonstrar até esmagar.
Acontece que na última semana de 2011 eu recebi todos os abraços mais apertados do mundo todo. Todos cheios de carinho e, dessa vez, não só da minha família. Ganhei abraços esmagadores também dos amigos. Abraços que me disseram que eles estão aqui comigo. Estão aqui pra mim. Para o que der e vier. São amigos de verdade, presentes de verdade. Todos os que eu queria e esperava ter presentes. Pela primeira vez na minha vida, eu senti abraços sinceros de todo mundo que esteve lá não só naquele dia pra mim. Mas que está presente sempre. E não só as pessoas presentes de corpo e alma. Mas todas as que também estiveram presentes em pensamento e nas mensagens e presentes fofos que recebi.
Nesse 2012 eu só tenho a desejar que meus sinceros amigos permaneçam em minha vida. Que eu continue recebendo ao longo do ano não só os abraços, mas também a presença de todos eles em tudo. Que eu consiga deixar transparecer que eles são todos importantes pra mim e que do mesmo jeito que estão aí por mim, também estou aqui por eles. E que eu continue digna de poder receber cada um desses abraços apertados. Que me esmagaram. E me deixaram imensamente feliz.
